sexta-feira, 8 de março de 2013

O Pastor dos inalienáveis direitos humanos

A cena começa assim:

CORO: Os direitos humanos são inalienáveis!

Bem, parece que não. Ontem (07/03), o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara, sob intensos protestos e após abandono da votação de vários deputados contrários à indicação e condução do processo de escolha.
 
Quando a Comissão de Direitos Humanos é liderada por um Pastor conhecido por declarações homofóbicas e racistas, é impossível deixar de notar que algo está errado.

 
 
O acontecimento é mais um exemplo, mais do que concreto, de que a tal das declarações universais e a garantia constitucional dos direitos humanos, aquela mesma que diz que "todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos" e que "dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade", é um bonito discurso. E só.
 
Negros, homossexuais, mulheres, idosos, pobres, crianças. Fica a pergunta: cadê as minorias? Não será a minoria essa que preside não apenas comissões de Direitos Humanos, mas tantos outros cargos de governança? Não será a minoria essa que detém os direito$ humano$?
 
E é por isso que cantamos:
 
"Os Ina-na-lienáveis direitos humanos
São assim: inalienáveis alienígenas
São assim
Os Ina-na-lienáveis direitos do homem
São enfim incompreensíveis enigmas
São enfim"


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