Pela Lei de Fomento à Periferia!
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segunda-feira, 9 de junho de 2014
Manifesto Periférico
Dá só uma olhada no Manifesto que a galera do Fórum de Cultura da ZL preparou. Amplie para ler.
Pela Lei de Fomento à Periferia!
Pela Lei de Fomento à Periferia!
sexta-feira, 6 de junho de 2014
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Lei de Fomento à Periferia
E olha só: a Elaine das Albertinas, Luciano do Dolores e o Fernando do movimento de saraus lá na Zona Sul deram uma entrevista para a TVT falando sobre a luta organizada dos Fóruns de Cultura da Leste e da Sul com diversos parceiros pela criação da Lei de Fomento à Periferia.
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Marcha Estadual Luiz Beltrame
Pisa ligeiro, pisa ligeiro
Quem não pode com a formiga
não atiça o formigueiro!
Mil Sem Terra marcham rumo à capital paulista
6 de maio de 2014
Por Luiz Felipe Albuquerque
Da Página do MST
Após saírem do município de Itapevi e marcharem por 20 km na manhã desta terça-feira (6), os cerca de 1000 Sem Terra que rumam à capital paulista chegaram na cidade de Osasco no começo desta tarde.
A Marcha Estadual Luiz Beltrame, que homenageia o Sem Terra mais velho do país (no mês de outubro Seu Luiz completa 106 anos de idade), cobra maior agilidade nas politicas referentes à Reforma Agrária.
De acordo com Movimento, a Reforma Agrária está completamente estagnada nos últimos três anos. Em 2013, houve apenas 100 decretos de desapropriações de novas áreas, o que possibilitou assentar pouco mais de 7 mil famílias, num universo de mais de 150 mil acampadas em todo o país.
Se comparado aos últimos três governos, o da presidenta Dilma Rousseff fica muito aquém: desde 2011, foram assentadas cerca de 70 mil famílias. Além de serem considerados superestimados pelos movimentos sociais, esse resultado representa a média anual do número de famílias que foram assentadas nos governos Lula e Fernando Henrique Cardoso.
“Marchamos para pressionar os governos federal e estadual a retomarem os processos de desapropriações de novas áreas, e dialogar com a sociedade sobre a importância da Reforma Agrária”, disse Kelli Mafort, da direção nacional do MST.
Para ela, o modelo do agronegócio não responde aos anseios da população, já que produzem alimentos com enormes quantidades de agrotóxicos, se utilizam dos transgênicos e não respeitam o meio ambiente.
Para dialogar com a população sobre os problemas no campo brasileiro, os Sem Terra marcham por dentro das cidades. Nesse primeiro dia, passaram pelos municípios de Itapevi, Jandira, Barueri, Carapicuíba e Osasco. Pela manhã desta quarta-feira, saem novamente em marcha rumo à cidade de São Paulo, onde permanecerão até sexta-feira (9).
Grilos silenciosos
Em São Paulo, ainda existem cerca de 4 mil famílias acampadas na luta por um pedaço de terra, espalhadas em 50 acampamentos por todo estado. Alguns destes existem há mais de 10 anos.
Eliseu Rodrigues Nunes é uma dessas pessoas. Aos 30 anos de idade, com uma mulher e dois filhos, Eliseu está acampado desde 2003. E já nem sabe mais o número de vezes que foi despejado. Estima que foram mais de 30.
Atualmente está em seu terceiro acampamento, o Santa Maria da Conquista, no município de Itapetininga. Ele e outras 50 famílias lutam há seis anos para que uma fazenda improdutiva de 702 hectares seja desapropriada e se transforme num assentamento.
“Continuo nessa luta porque acredito muito nela. E sei que depois de conquistada a terra, essa luta vai ter apenas começado”, pontua. Junto a ele, outras 10 famílias do Santa Maria da Conquista também estão na luta desde 2003.
Outro complicador no estado de São Paulo são as terras públicas ocupadas por empresas privadas. “O governo do estado é conivente com a grilagem de terras, já que sabem que milhares de hectares de terras devolutas estão na mão do agronegócio e do latifúndio, mas nada fazem para mudar essa situação”, observa Kelli.
Segundo dados oficiais, estimam-se que aproximadamente 160 mil hectares de terras públicas no estado são griladas pelo agronegócio.
Comuna Urbana
No meio do percurso, os Sem Terra realizaram um ato em frente à prefeitura de Jandira, onde cobraram do poder municipal investimentos em infraestrutura na Comuna Urbana Dom Hélder Câmara, uma área do MST onde moram 127 famílias.
Foram mais de 12 anos de luta para que a área finalmente fosse conquistada. Em 2011, as famílias passaram a viver no local, sob as casas que elas mesmas tinham construído. À prefeitura, cabia a infraestrutura.
Desde aquela data, já foram depositados mais de 90% dos recursos para as obras de infraestrutura pela Caixa Econômica Federal. Mas segundo os Sem Terra, nem 30% desse valor foi utilizado.
Dentro desse cenário, as famílias ainda não contam com água encanada, saneamento básico, pavimentação do espaço, nem a construção da escola.
“Nossa luta é por escola, terra e dignidade. As crianças tem o direito de estudar perto de onde elas vivem. Não vamos aceitar que nossas crianças estudem em péssimas condições”, disse Érica Silveira, da coordenação regional do MST.
Apenas 60 das cerca de 200 crianças da Comuna são atendidas na área improvisada, uma futura padaria local. As outras estão na fila de espera.
“O prefeito tem a responsabilidade e a obrigação de terminar a Comuna”, afirmou Érica. Após a pressão, o prefeito Geraldo Teotonio da Silva (PV) recebeu o MST e marcou uma audiência com uma comissão do Movimento para quarta-feira (7) às 11h.
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Sobre a frustração de não ter um projeto aprovado e as intempéries de um mundo capitalista
Hoje logo cedo me deparei com a seguinte foto, que faz parte de uma sequência registrando a ação de um integrante da Guarda Municipal do Rio de Janeiro. Ele expulsa dois dos desabrigados da Telerj, que acampavam em frente à Prefeitura. Não contente com o constrangimento causado, esvazia a garrafa de água que toma dos dois nos seus pertences. Só posso dar a legenda de "barbárie" à foto.
Isso posto, venho aqui compartilhar uma breve reflexão que assoma nosso coletivo nessa última semana.
Sobre a frustração de não ter um projeto aprovado e as
intempéries de um mundo capitalista
E nosso nome não estava na lista. Frustração. Caímos do
cavalo. Demos com a cara na porta, com os burros n’água. E agora, José?
Que sentimento é esse? Que sensação de impotência é essa que
surge de repente? Será tudo trabalho perdido, fadado a se diluir em ares
pós-modernos?
O que mudou? Em grande parte já fazíamos tudo o que
queríamos/podíamos fazer. Núcleos, pesquisas, ações, estudos, cines,
intervenções, debates. Tudo “pelo amor à arte”, pela crença na militância e
pela busca de algum sentido nessa bodega de mundo em que a gente vive! Em que
lugar opera então a desilusão resultante dessa nossa malfadada empreitada por
vias institucionais?
Talvez da constatação (já sabida há muito, mas latente agora
que esfregada na cara) de que a gente vive nesse mundo onde a [sobre]vida só se
concretiza quando satisfazemos nossas necessidades mais básicas por meio de
valores de troca. E a nossa arte, especialmente a nossa, que esperneia e se
rejeita enquanto mercadoria, não tem valor nesse mundo, muito pelo contrário. É
varrida a todo instante para debaixo do tapete ou cozinha em águas democráticas
e populares.
E aí? Como é que a gente rejeita o sistema de dentro dele?
Como a gente sobrevive nessa brincadeira sem graça? É triste perceber que a possibilidade
da gente pegar com as próprias mãos as nossas potencialidades para ser dono do
que a gente faz está fadada a ser realizada no tempo que sobra do nosso corre
cotidiano para ter comida na mesa. E o tempo da experimentação, da descoberta,
da apropriação, cadê? Com que qualidade e com que potência estética a gente vai
dar nosso grito de resistência?
Parece que buscar recursos financeiros e se embrenhar nesse
mar burocrático institucional é se deixar cooptar e se enquadrar um pouco mais
naquilo que a gente mesmo rejeita. Mas não seria nosso direito ter as condições
materiais para realizar a arte e tudo aquilo que nos torna humanamente
sensíveis ao outro e a realidade que nos cerca? Como viver em meio à barbárie
sem ter a possibilidade do grito e ainda ser... humano?
sábado, 5 de abril de 2014
VAI? Não foi...
Quando a gente percebe que programas públicos como o VAI
existem, entende a força da nossa luta e celebra nossas pequenas conquistas
enquanto movimentos de cultura organizados. E é com grande felicidade que a
gente vê tanta gente boa, parceira e engajada conseguindo mais essa força para
desenvolver seus projetos. E é também com alegria que a gente descobre que tem
muito mais coletivos espalhados pela cidade com plenas condições de também
acessarem esse programa. Mas para eles, assim como para a gente, também não foi
dessa vez.
O programa é incrível, mas limitado. Como a gente junta as
nossas forças para ampliá-lo?
terça-feira, 4 de março de 2014
Reflexões do processo
E não é que a gente resolveu re-re-rediscutir o Especula-se? Algo nos diz que esse trabalho aí vai estar em eterna construção (e que bom!).
Olha a contribuição da Ju sobre nossa última discussão. Que cotidiano é esse?
Você acorda com um despertador, liga a tv para ver o que acontece no mundo, sai de casa, pega um ônibus lotado, pega um metrô lotado, chega no trabalho cansado. Vai almoçar, fica com a pança cheia, toma um café para alegrar o seu dia, volta ao trabalho. Aparece o patrão chato, cobrando. Cansado, volta para a casa. Cansado, quando você volta, você nunca chega em casa para relaxar. Em casa, família, tv, jantar, contas, sexo, sono. E ai começa mais um dia chato, vida triste, vida cansada, tudo de novo.
Até quando?
Monstro do Tempo - Jacek Yerka
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Repercussão da I Copa Rebelde
Em São Paulo, movimentos sociais promovem Copa Rebelde contra a Copa de 2014
Em São Paulo, 32 times se enfrentaram para se contrapor à elitização do futebol e à gentrificação dos bairros pobres. Por Roberto Brilhante.
10 minutos, cinco na linha e um no gol, a arbitragem ficando por conta do entendimento entre as equipes. E assim gente de diferentes classes, cores, gêneros e orientações políticas fizeram um ato lúdico e político para se contrapor à elitização do futebol e à gentrificação dos bairros pobres de São Paulo, processos intensificados em tempos de Copa do Mundo. O time do Movimento Passe Livre em campo contra as máfias dos transportes e a favor de um verdadeiro direito de ir e vir; o da Marcha da Maconha jogando contra a criminalização da cannabis; o da Marcha Mundial das Mulheres driblando o machismo; o da Frente de Luta por Moradia na marcação cerrada contra o latifúndio urbano; o da Comissão Guarani Yvirupa dando um nó nas táticas dos ruralistas, e tantos outros levando suas bandeiras ao campo.
Mais em: Carta Maior.
Em São Paulo, 32 times se enfrentaram para se contrapor à elitização do futebol e à gentrificação dos bairros pobres. Por Roberto Brilhante.
“Já pensou se tivesse isso aí todo domingo? Pra que deixar um terreno desses abandonado, cheio de mato, cheio de lixo... Podia ter criança brincando aí… Dinheiro pra Copa eles têm, mas pra cuidar aqui do bairro não aparece um”, dizia o dono do bar em frente ao que sobrou da antiga estação rodoviária, no bairro de Campos Elísios, centro de São Paulo. No último domingo (15), o terreno, baldio no dia a dia, foi palco da primeira Copa Rebelde dos Movimentos Sociais, que reuniu 32 times formados por homens, mulheres e crianças de diversas ocupações, coletivos e organizações políticas paulistanas e nacionais.
10 minutos, cinco na linha e um no gol, a arbitragem ficando por conta do entendimento entre as equipes. E assim gente de diferentes classes, cores, gêneros e orientações políticas fizeram um ato lúdico e político para se contrapor à elitização do futebol e à gentrificação dos bairros pobres de São Paulo, processos intensificados em tempos de Copa do Mundo. O time do Movimento Passe Livre em campo contra as máfias dos transportes e a favor de um verdadeiro direito de ir e vir; o da Marcha da Maconha jogando contra a criminalização da cannabis; o da Marcha Mundial das Mulheres driblando o machismo; o da Frente de Luta por Moradia na marcação cerrada contra o latifúndio urbano; o da Comissão Guarani Yvirupa dando um nó nas táticas dos ruralistas, e tantos outros levando suas bandeiras ao campo.
Mais em: Carta Maior.
domingo, 3 de novembro de 2013
O Sequestro do Secretário de Cultura
O nome já diz a que veio a Cia. do Escândalo. A galera lá de Mogi das Cruzes tem somado muito na construção do nosso Fórum de Cultura da Zona Leste, estendendo nossa articulação as outras "periferias" do Estado. Quem disse que é só no centro da capital que se produz e se frui arte? Tá cheio de gente por aí querendo mostrar que a cena é muito diferente, apesar de todas as dificuldades e carências de aparelhos e políticas públicos de cultura.
Ontem recebemos o pessoal da Cia. do Escândalo lá no CDC, com a peça "O Sequestro do Secretário de Cultura". A apresentação integrou a programação da 1ª Mostra Cultural das Periferias, organizada pelo Fórum de Cultura da Zona Leste. Tanto a peça quanto o debate que rolou depois foram importantes momentos de troca, mostrando que as periferias tem mais é que se unir.
O tema discutido também trouxe a tona uma importante reflexão sobre o papel dos artistas na luta pela construção de políticas públicas que permitam o entendimento da arte e da cultura como direitos sociais. Nada mais oportuno do que trazer mais esse espaço de discussão para dentro da Mostra, que veio da necessidade de dar visibilidade e materialidade às ações do Fórum. A pauta da Lei de Fomento à Periferia é apenas o começo dessa construção conjunta pra gente sacudir essa estrutura posta que não nos representa.
Que outras boas trocas como essa venham! Bom demais!
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Apoio ao Sacolão!
O Sacolão, assim como o CDC, é mais um importante espaço público ocupado da cidade, movimentado por diversos coletivos. Todo apoio à essa luta!
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Todo apoio à Comuna Padre João Carlos Pacchin!
O Coletivo da Albertina declara todo o seu apoio à Comuna Urbana Padre João Carlos Pacchin, do município de Itapevi! A ocupação teve início no final de agosto e já sofreu duas tentativas de reintegração de posse. Felizmente, as famílias resistem e agora se organizam para pressionar o poder público. Viva a luta!
Leia a nota no site do MST aqui.
E matéria do Passa Palavra sobre a marcha de terça-feira aqui.
domingo, 29 de setembro de 2013
É amanhã!
Amanhã tem duas coisas importantes acontecendo na cidade! As albertinas se dividem! Ainda bem que agora o grupo é grande!
Na Leste, tem mais um encontro do Fórum da ZL pra preparação da nossa Mostra das Periferias.
Na Leste, tem mais um encontro do Fórum da ZL pra preparação da nossa Mostra das Periferias.
E lá na Santa Cecília, tem encontro de formação sobre políticas públicas de cultura, organizado pela Recusa.
Bora somar!
sábado, 28 de setembro de 2013
Teatro Musicado?!
Faço teatro? Ou faço música? A impressão às vezes é que a música chega mais nas pessoas. A criação e o treino da música tem sido tão prazeirosos, que quando a gente se dá conta, temos um musical em mãos! Mas não um daqueles comerciais, superproduções (até porque grana é sempre algo que falta pra quem faz o teatro que se afirma contra hegemônico!). Temos uma peça costurada e comentada por canções.
"O Rio é uma cidade
De cidades misturadas
O Rio é uma cidade
De cidades camufladas
Com governos misturados
Camuflados, paralelos
Sorrateiros
Ocultando comandos"
De cidades misturadas
O Rio é uma cidade
De cidades camufladas
Com governos misturados
Camuflados, paralelos
Sorrateiros
Ocultando comandos"
E aí o cuidado: como a música chega? Não adianta ser só gostosa de ouvir, daquelas que geram empatia, fazem a gente embarcar na melodia e esquecer de refletir sobre o que está ouvindo. Pura apreciação. Nananinanão! Então a gente volta lá pro Brecht, pro Weil e se pergunta: como é que eles fazem isso?
O inesperado, a quebra da métrica, a dissonância, o ruído. Tudo rompe com a expectativa da repetição ou do caminho que a música pode levar, da sensação de que é possível adivinhar a próxima estrofe. É um desafio o cérebro aprender a fazer esse caminho na criação e desafio igual na execução da música. Meio personagem distanciada, meio atriz, a gente se concentra para estar em cena criticamente e apontar em cada linha cantada determinado posicionamento.
"Mesmo calada a boca resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa?
Melhor seria ser filho da outra
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa?
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta"
(Cálice - Chico Buarque)
E qual será o ritmo a escolher? Cada um, por si só, já traz um amontoado de significações a partir das referências que cada pessoa tem - seja sobre o contexto social em que surge ou sobre os momentos em que é utilizado. Tudo isso deve ser pensado e considerado na escolha, mas não quer dizer que se deva escolher a partir daquele que corresponde imediatamente as necessidades da cena. Porque não ressignificar um ritmo o descontextualizando e, mais uma vez, quebrando a expectativa de quem ouve? Porque o funk tem que ser associado à desvalorização do corpo da mulher ou a violência? Porque o clássico tem que ter a aura do sagrado e não pode ser "profanado", porque ser elitista? É possível recombinar elementos, ajudando a compor um comentário crítico justamente ao senso comum.
Nos últimos ensaios nós temos trabalhado a partir de cirandas. A tentativa é utilizar uma tradição popular para dialogar com as pessoas, que já conhecem sua estrutura, suas melodias. Assim, se por um lado, a tradição popular pode ser usada como forma de alienação por parte de grupos mal-intencionados que querem "levar cultura" aos marginais, ops! "marginalizados" (e dá-lhe a crítica muito bem aplicada aos "palhacinhos pacificadores" da Cia. Antropofágica), nós, na contramão, queremos politizar. Partindo dessa ideia, criamos uma letra de agitação! Sabe aquela frase clássica dos movimentos de moradia do centro: "Quando morar é privilégio, ocupar é um dever"? Nosso refrão faz alusão a ela e aponta a hoje tão camuflada luta de classes:
"O privilégio, o privilégio está
quando o rico pode tudo
e manda o pobre se catar
O privilégio, o privilégio está
quando o rico pode tudo
e manda o pobre trabalhar"
Por si só, sabemos que não é uma simples ciranda que vai transformar relações, mas a entendemos como parte de um processo. Processo de luta e resistência. E é pra isso que o grupo taí, quebrando a cabeça.
Vamo' fazê! Aliás, vamo' fazê juntos! Porque, como diz a ciranda, "o jeito agora é a gente se juntar".
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Resiste Grajaú!
O Coletivo da Albertina assina embaixo e declara apoio à ocupação da Secretaria do Verde!
Toda força aos que lutam!
Toda força aos que lutam!
Manifesto de Apoio às Ocupações do Grajaú e de Repúdio à Violência Policial contra os Trabalhadores e Trabalhadoras em Luta por Moradia
A falta de moradias e a precariedade das condições de habitação de grande parte da população pobre de São Paulo sempre foi um problema social grave, e tem piorado nos últimos anos. Por meio da ação de grandes empreiteiras e imobiliárias, respaldadas e incentivadas pelo Estado em âmbito municipal, estadual e federal, regiões que abrigam uma importante parcela da população trabalhadora da cidade passaram a ser objeto de violenta especulação imobiliária. O distrito do Grajaú, que concentra mais de 1 milhão de pessoas, tem sido varrido por uma onda de despejos em massa. Via de regra, às famílias atingidas é oferecida uma indenização pífia ou o auxílio-aluguel, desencadeando um brutal aumento do déficit habitacional, do preço dos aluguéis, bem como do custo de vida na região de uma maneira geral.
Em resposta a esse quadro desesperador, sobretudo nos últimos dois meses dezenas de terrenos abandonados foram ocupados de maneira espontânea pela população pobre do extremo sul de São Paulo. Em muitos casos, em meio a um processo intenso de organização, os ocupantes se engajaram em viabilizar um projeto habitacional nas áreas ocupadas, buscando garantir não apenas a construção de moradias, mas também a preservação ambiental, e a criação de equipamentos públicos e de áreas coletivas.
Diversos esforços foram feitos no sentido de discutir esses projetos com a administração do Prefeito Fernando Haddad, que reiteradamente negou a possibilidade de diálogo. Além disso, por diversas vezes se afirmou publicamente que os ocupantes são oportunistas, que supostamente querem “furar” as irreais “filas de espera” da COHAB e da Secretaria Municipal de Habitação. Além disso, foi dito categoricamente por membros da gestão Haddad que todos os terrenos públicos serão reintegrados, e que inclusive iriam pressionar os proprietários dos terrenos privados a solicitar a reintegração de posse na justiça.
A intransigência e a truculência da atual gestão municipal chegou a um ponto extremo no dia 16 de setembro, quando, sem qualquer aviso prévio e sem ordem judicial, o Prefeito Fernando Haddad e a Subprefeita da Capela do Socorro, Cleide Pandolfi, mobilizaram a Tropa de Choque da Polícia Militar, bem como efetivos da Guarda Civil Metropolitana e da Guarda Ambiental para despejar violentamente os moradores do Jardim da União, que ocupavam um imenso terreno abandonado, de propriedade da Prefeitura de São Paulo. Bombas de gás lacrimogêneo, sprays de pimenta, balas de borracha e cassetetes foram empregados contra crianças, idosos, gestantes, pais e mães de família que já haviam se comprometido a desocupar a área pacificamente. Móveis, geladeiras, fogões e diversos outros pertences dessas famílias foram destruídos e extraviados, celulares e câmeras filmadoras foram roubados, pessoas foram detidas... Uma violência desmedida e inaceitável objetivando dar cabo a uma reivindicação legítima e necessária.
A questão habitacional do Grajaú não será resolvida com repressão policial, e nem com intransigência, desqualificação e medidas paliativas. Reivindicamos a abertura de uma real negociação entre as famílias ocupantes e o Prefeito Fernando Haddad, para que se viabilize a implementação de programas habitacionais nos terrenos ocupados. E repudiamos o emprego de violência contra as famílias em luta, como ocorreu no trágico dia 16 de setembro. Todo Apoio à Ocupação Jardim da União, e às demais ocupações do Grajaú! Abaixo a Repressão contra a população em luta por moradia!
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Hoje tem conversa do Fórum!
Salve, artistas periféricos!!!
Depois do Encontro de Formação sobre "Sujeitos Periféricos" e do I Seminário de Políticas Públicas para Periferia, agora é a vez da MOSTRA de CULTURA da PERIFERIA!!!
O Fórum de Cultura da Zona Leste convida à todos interessados em construir e participar de mais esta ação, para reunião que vai dar início aos trabalhos da MOSTRA.
QUANDO? Segunda feira, dia 09 de Setembro
ONDE? Na Escola de Samba Unidos de Santa Bárbara - Itaim Paulista
QUE HORAS? 18h
Venha construir com a gente!!! ^^
domingo, 18 de agosto de 2013
Rede Recusa
O Coletivo da Albertina, junto a outros diversos coletivos e movimentos populares, convida os demais trabalhadores e ativistas da cultura a participarem da nossa rede. Viva os espaços de organização coletiva! É hora de somar nossas forças! O próximo encontro da rede será no dia 02 de Setembro. Logo mais enviamos o convite!
Carta de Apresentação da Recusa
RECUSA - Rede Cultural de Solidariedade Autônoma - é o nome de um espaço que se propõe a articulação de trabalhadore(a)s, ativistas e agitadore(a)s da cultura em conjunto com movimentos populares para o fortalecimento de nossas lutas. A rede surge com a necessidade de nos articularmos na disputa dos espaços de nossa cidade, sejam eles espaços geográficos ou espaços das idéias. Organizado(a)s, potencializamos nosso movimento de contestação dos vários problemas que vivemos.
Acreditamos que nosso apartidarismo, assim como nossa autonomia de governantes e organizações que representam os interesses dos de cima é fundamental para realmente resolvermos nossos problemas e não apenas conquistarmos pequenas mudanças e reformas que não mudam o sistema. Afinal, aqueles que nos exploram e nos oprimem estão organizados: temos de responder à altura.
Não levantamos apenas uma bandeira ou acreditamos em uma única forma de luta, a RECUSA é uma ferramenta para somarmos nossas propostas e nossos esforços. É um espaço político para construirmos o mundo que queremos para amanhã (para ontem!). E assim, caminhando lado a lado e nos organizando por baixo, buscamos a transformação dessa sociedade.
Toda força para os que lutam!
sábado, 17 de agosto de 2013
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Tá gostoso aí?
Os últimos meses foram de intensa mobilização. A pauta de reivindicação trazida pelo MPL por um transporte público de qualidade não se reduzia apenas a revogação do aumento, mas a discussão sobre o direito à cidade e como o sistema de transportes está organizado para restringir a nossa circulação e o nosso acesso à cidade. Passado o furor das primeiras manifestações e analisada a conjuntura, a estratégia foi voltar os esforços à organização coletiva e ao trabalho de base. Não por acaso os trabalhadores de cultura foram convidados a reuniões com o movimento, que deram início à rede Recusa.
Muitas ações articuladas serão possíveis por meio dessa rede. É hora de somar forças. Justamente por isso, o coletivo se viu inspirado pela parceria ao pensar a sua 7ª intervenção. Dessa vez, um passeio pelas linhas de metrô em horário de pico serviu para fazer uma provocação: "Tá gostoso aí? No bolso dos empresários está!". No dia seguinte teve manifestação...
Afinal, do jeito que tá, não dá pra ficar!
"Atualmente, a remuneração das empresas de ônibus se dá a cada catraca rodada - a remuneração por passageiro. A forma como o ônibus se organiza atualmente em São Paulo é fortemente relacionada com a forma de remuneração por passageiro. E os efeitos colaterais a gente já conhece muito bem: sufoco tanto para os trabalhadores quanto para o usuário.
POR UMA VIDA SEM CATRACAS!"
Não queremos mais que o transporte, a cultura ou a nossa vida sejam encaradas como mercadorias. CHEGA!
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Dia de celebrar!
Hoje, 26 de Julho de 2013, celebramos 60 anos da tomada do quartel general de Moncada, em Santiago de Cuba, ato que deu início à Revolução Cubana. Hoje é o Dia da Rebeldia Cubana!
E para comemorar a importância desse dia e aproveitar a oportunidade pra discutir a recente polêmica sobre a vinda de médicos cubanos ao Brasil, o dia de hoje reunirá uma série de atividades organizadas pelo Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba:
15h - Ato de rua com agitação e panfletagem
Local: Praça Ramos (centro de São Paulo)
19h - Ato político
Abertura - apresentação musical dos Cravos da Madrugada
Debate - participação de Luis Suaréz, acadêmico cubano que falará sobre
os 60 anos do Assalto ao Quartel Moncada, além de médicos formados em Cuba,
representantes do Conselho Regional de Psicologia e do Sindicato dos Servidores
de Belo Horizonte, que debaterão sobre a saúde no Brasil e a vinda dos médicos
cubanos ao país.
Local: Sindicato dos Bancários de SP, Auditório Azul, subsolo - Rua São
Bento, 413 (Edifício Martinelli)
Para mais informações, confiram a matéria do Brasil de Fato.
terça-feira, 16 de julho de 2013
Abaixo-Assinado pelo CDC
Atualmente o Clube da Comunidade Vento Leste encontra-se ameaçado por investidas de um grupo organizado que quer transformá-lo em creche. Não somos contrários à construção de creches, mas não às custas de um espaço organizado e autogerido de cultura e esportes da cidade. Estamos juntos na luta pela procura de novos espaços que atendam às demandas da comunidade, sem sobrepor, entretanto, uma necessidade a outra. A arte não é menos importante.
Por essa razão, construímos também um abaixo-assinado a favor da permanência do CDC. Pedimos a ajuda dos companheiros na divulgação!
Pela manutenção e ampliação das atividades do CDC Vento Leste!
Nós, abaixo-assinados, apoiamos a continuidade da ocupação do CDC Vento Leste - Cidade Patriarca como espaço cultural-desportivo, como tem funcionado há mais de dez anos. Somos contra as investidas para mudança de uso do local ou fracionamento de seu terreno - que já foi fracionado para a construção de um posto de saúde e de uma escola municipal.
O CDC Patriarca é o único equipamento cultural-desportivo público da região, sendo um espaço público auto-gerido pelos grupos ocupantes, com a realização de assembléias públicas quinzenais. É um espaço de lazer e aprendizado para todas as idades, que está se tornando referência em São Paulo.
Ali acontecem peças de teatro gratuitas frequentemente (como foi o caso das quatro temporadas da Saga do Menino Diamante, com média de público de 300 pessoas vindas de toda a cidade e até de outras localidades), shows, aulas de capoeira, campeonatos de futebol e basquete, oficinas de teatro e música, palestras, reuniões de recuperação para dependentes químicos, aulas de dança de salão, entre outros. Em breve se iniciarão oficinas de permacultura e serralheria. Ocupam o CDC:
- Grupo Esquadrão Arte Capoeira;
- Grupo Amigos Para Sempre de Dança de Salão;
- Grupo Teatral Parlendas;
- Coletivo Teatral Albertina;
- Coletivo Teatral Dolores Boca Aberta;
- Comunidade Boliviana;
- Comunidade Paraguaia;
- Grupo de Recuperação para Dependentes Químicos;
- Banda Nhocuné Soul.
Também ali está sendo construída uma pista de caminhada, e no segundo semestre haverá um festival de teatro e música para a inauguração de um jardim de esculturas.
Pelo exposto, apoiamos estas ações e desejamos sua continuidade no local.
Os signatários
O CDC Patriarca é o único equipamento cultural-desportivo público da região, sendo um espaço público auto-gerido pelos grupos ocupantes, com a realização de assembléias públicas quinzenais. É um espaço de lazer e aprendizado para todas as idades, que está se tornando referência em São Paulo.
Ali acontecem peças de teatro gratuitas frequentemente (como foi o caso das quatro temporadas da Saga do Menino Diamante, com média de público de 300 pessoas vindas de toda a cidade e até de outras localidades), shows, aulas de capoeira, campeonatos de futebol e basquete, oficinas de teatro e música, palestras, reuniões de recuperação para dependentes químicos, aulas de dança de salão, entre outros. Em breve se iniciarão oficinas de permacultura e serralheria. Ocupam o CDC:
- Grupo Esquadrão Arte Capoeira;
- Grupo Amigos Para Sempre de Dança de Salão;
- Grupo Teatral Parlendas;
- Coletivo Teatral Albertina;
- Coletivo Teatral Dolores Boca Aberta;
- Comunidade Boliviana;
- Comunidade Paraguaia;
- Grupo de Recuperação para Dependentes Químicos;
- Banda Nhocuné Soul.
Também ali está sendo construída uma pista de caminhada, e no segundo semestre haverá um festival de teatro e música para a inauguração de um jardim de esculturas.
Pelo exposto, apoiamos estas ações e desejamos sua continuidade no local.
Os signatários
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