E nesse final de semana vai rolar o 1° encontro dos grupos gestores do CDC lá na Patriarca. Esse momento, que a gente chamou de seminário, tem como intuito a gente se conhecer melhor e se reconhecer naquele espaço. E a discussão promete ser boa!
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Cena Incêndios
E nosso carnaval rendeu boas conversas, um bom almoço e uma ajeitada no espaço de ensaio.

"Tem um povo querendo morar e chama!
Mais gente pra lutar ele reclama.
Tem gente querendo comer todo dia
Mas torra em segundos seu salário mixaria
E enquanto em não pagar o aluguel ele teima
É a imagem do governo que o povo queima
Onde já se viu barrar o sucesso almejado?!
Contesta o prefeito num discurso inflamado!
E a mídia dá razão. E a gente dá razão.
E queima um incenso enquanto o povo vira cinzas.
E o que sobra da vontade desse povo arde
Em não ter que viver mais pela metade."
Foi um momento importante também para pensarmos e repensarmos nossas cenas. Agora na segunda versão, nossa cena sobre os incêndios em favelas ganhou novos elementos.
A cena surgiu em exercícios no ano passado, quando os casos noticiados se multiplicavam escancaradamente. Infelizmente, a onda de "incidentes" continua esse ano e a secura no ar parece ser a grande responsável. Talvez os pobres (e agora até mesmo índios - vide o ocorrido na Aldeia Maracanã) tenham desenvolvido a habilidade de combustão espontânea! Ou tenham a irresistível necessidade de se envolverem em enredos típicos de novelas mexicanas, com casos amorosos complicadíssimos, brigas e fugas espetaculares.
O fato é que ninguém é ingênuo de pensar que seja normal que tantas favelas peguem fogo assim, de repente. E a gente trouxe brincando de falar de coisa séria alguns elementos que ajudam a questionar o que vem acontecendo na cidade.
Abaixo, um trecho do nosso rap "É fogo", que abre a cena enquanto são queimados papéis com os nomes das dezenas de favelas e comunidades incendiadas nos últimos meses.
"Tem um povo querendo morar e chama!
Mais gente pra lutar ele reclama.
Tem gente querendo comer todo dia
Mas torra em segundos seu salário mixaria
E enquanto em não pagar o aluguel ele teima
É a imagem do governo que o povo queima
Onde já se viu barrar o sucesso almejado?!
Contesta o prefeito num discurso inflamado!
E a mídia dá razão. E a gente dá razão.
E queima um incenso enquanto o povo vira cinzas.
E o que sobra da vontade desse povo arde
Em não ter que viver mais pela metade."
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Carnaval Contra Hegemônico na Patriarca
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| Cozinhando pra galera. Foto: Xandi |
E ontem rolou mais um carnaval contra hegemônico, saindo do nosso CDC e percorrendo as ruas da região, com chuva e tudo. Estavam presentes os blocos Unidos da Madrugada (dos dolores e parceiros), Boca de Serebesqué (da galera de Guaianazes) e o Unidos da Lona Preta (escola de samba do MST).
Dia de muita conversa e troca. Comemos juntos, treinamos juntos, cantamos juntos. Bom demais!
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| Concentração esperando pra sair para as ruas. Foto: Xandi |
Confiram nosso samba 2013 da Unidos da Madrugada:
E aproveitamos para relembrar sambas de anos passados, como o samba de 2011 da Unidos da Lona Preta, que fala sobre alimentação saudável e novas relações de produção, em contraponto ao agronegócio:
“Plantar o pão, colher a vida: para o mundo se alimentar sem veneno”
Canta povo brasileiro
Batucada é de bamba
Hoje a Lona Preta vem dizer, dizer
A luta é o tempero do meu samba
Oh Mãe Natureza
Nós queremos a tua diversidade
De cores, sabores
Na mesa do campo e da cidade
Agroecologia
Com soberania alimentar
Pra preservar o nosso chão
Um novo mundo pede uma nova relação
Do jeito que tá, não dá pra ficar
A produção
Comida ruim ninguém aguenta, ninguém aguenta
É veneno em todo canto, em todo canto
Mata gente e mata rio, e mata rio
Agronegócio a mentira do Brasil
Semente com patente é roubar a natureza
Monocultura na agricultura
Deserto verde: cadê a beleza?
Lucrando e fazendo a guerra
Matando o ser humano e a mãe terra
A luz
Do companheiro Keno
Ta na memória
De quem ocupa a avenida
Presente que aduba a sua história
Colhe o pão da vida
Ano que vem tem mais!
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| Batucando pelas ruas. Foto: Antonio Primus |
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Medo
E os ensaios seguem.
Treino da música Medo, com nosso parceirão Jhony Guima. Registro e edição de outro parceirão, Grilo.
Ainda não tá 100%, mas chegamos lá!
Treino da música Medo, com nosso parceirão Jhony Guima. Registro e edição de outro parceirão, Grilo.
Ainda não tá 100%, mas chegamos lá!
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Encontros... e mais encontros!
Aquecimento e exercícios de voz
E já que o exercício de convivência é intenso (10 horas juntas por dia não é pra qualquer um!):
Comilanças! Café, almoço, níver do Thiago!
Tá bão demais!
sábado, 26 de janeiro de 2013
Dedo na ferida
Estávamos enfeiando as ruas? Precisávamos fazer escondido, talvez a noite? Será que o preconceito contra a "pixação" (que é o que pressupõe um spray na mão para muitos) ia inviabilizar a empatia das pessoas com o conteúdo dos panfletos que colocávamos em suas caixas de correio? Será que as pessoas irão ler os panfletos? Coloquei alguns em umas casas já vendo o destino dos papéis. Pré-conceito meu? Será que as pessoas vão sequer ver os postes e chão com nossa intervenção? Ou será que nosso olhar não está treinado para os detalhes?
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Milton Santos: a luta continua!
Manifesto unificado de apoio à luta do Assentamento Milton Santos
As organizações, entidades e coletivos abaixo assinados reafirmam a sua solidariedade à luta das 68 famílias do assentamento Milton Santos.
Neste momento, o desafio das famílias do município de Americana reflete a luta do conjunto da classe trabalhadora, que tem sofrido com os sucessivos ataques e perdas de direitos conquistados.
O mesmo Estado que atende às revindicações da burguesia, desapropriando grandes áreas em favor de interesses privados, nega o direito à terra e moradia, não só boicotando a reforma agrária no país, como fazendo retroceder conquistas históricas. Este mesmo Estado engendra o genocídio nas periferias das grandes cidades, permitindo a ação impune de grupos de extermínio paramilitares.
A ofensiva ao Assentamento Milton Santos não ameaça apenas a vida das 68 famílias que correm o risco de perderem suas terras, casas, lavouras e anos de trabalho, ameaça também as conquistas e os direitos dos trabalhadores do campo e da cidade.
Na terça-feira, dia 15, foi entregue a notificação de despejo aos assentados, o que implicou um prazo de quinze dias para que se repita um massacre à exemplo do Pinheirinho, com consequências ainda piores, porque haverá resistência. E só há uma maneira de impedir esta tragédia: o Decreto de Desapropriação por Interesse Social do Sítio Boa Vista, que só depende da assinatura da Presidência da República.
Estamos alertas!
Dilma, assine já!
Apoiam esta luta:
Movimento Terra Livre
Sindicato dos Trabalhadores da USP
Rompendo Amarras
DCE Livre USP Alexandre Vannuchi Leme
Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal
Quilombo Raça e Classe
Fórum Popular da Saúde
Fábrica Ocupada Flaskô
Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre (ANEL)
Coletivo Arma da Crítica
Núcleo Pastoral da Juventude
DCE da Unicamp
Rádio Livre Várzea
Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp
Movimento Mães de Maio
Coletivo Ecossocialista Libertário – ECOSSOL-PSOL
Cordão da Mentira
Favela do Moinho
Coletivo Comboio
Coletivo Zagaia
Cooperativa Paulista de Teatro
Kiwi Cia. de Teatro
Coletivo da Albertina
Espaço Cultural Mané Garrincha
Coletivo de Gênero Violeta Parra
PSOL – Juiz de Fora-MG
Grupo Quilombagem
Corrente Sindical Conspiração Socialista
Documento elaborado a partir da plenária com parceiros e aliados da luta do Assentamento Milton Santos, realizada no dia 16 de janeiro de 2013 no auditório da ocupação do Incra.
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