domingo, 14 de julho de 2013

Última apresentação!

E ontem foi um dia intenso lá no CDC Vento Leste: tarde de reflexão, na continuação do seminário com o Prof. Marildo Menegatti, e noite de festa, com a última apresentação da temporada de "Especula-se".
Agora vem um merecido descanso pra gente repor as energias e voltar com gás total em agosto!
Confiram as fotos!


Experimentando o brinquedinho novo do coletivo antes do seminário



Prof. Menegati


 E acabando com boa música.



E em seguida, apresentação de Especula-se!


 




Bom demais!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Direito à cidade: reivindicar o quê?

Muitas e intensas tem sido as manifestações que tomaram o país nos últimos quarenta dias. Como só se surpreende quem não conhece a História, entretanto, o rumo que as coisas tomaram tem muito avanço político, mas ao mesmo tempo tem também os já esperados movimentos de cooptação e de incorporação de uma pauta de classe em um discurso vago e a serviço de interesses também de classe - da outra, no caso. 
É muito importante que as ruas continuem sendo tomadas; que palavras de ordem, jograis e paródias continuem sendo ecoados; mas é mais importante ainda que o debate prossiga e se aprofunde cada vez mais. Ninguém minimamente informado vai querer servir ao que pode virar o avesso daquele distante (será?) horizonte vermelho - ou, para não assustar os desprecavidos, daquele futuro mais justo e solidário. 

Muitas são as dúvidas e muitos são os caminhos. Ontem, por exemplo, na Greve Geral, a alternativa foi se juntar a despeito das divergências ideológicas e dar força e visibilidade à necessidade de mudança. Quiçá politizar um pouco o movimento, lutando e batucando de dentro dele, em meio às suas contradições. Afinal,

Foto: MST

Difícil, confuso. Mas necessário. Cada pequeno grupo ligado nesse processo segue questionando até onde vai sua participação e como ela pode se efetivar. O MPL, por exemplo, ao declarar apoio à greve dos metroviários, mas não assinar embaixo das inúmeras pautas levantadas na mobilização, cumpriu seu papel, que é se garantir como um movimento coeso e claro nas suas revindicações. Qualquer passo em falso e pode se perder nele mesmo. 

E é pensando em todas essas questões, que se faz necessária uma sistematização de toda essa tentativa de apreensão da realidade em movimento. E ninguém mais indicado ao cargo que o Professor Marildo Menegati, que hoje iniciou um importante apanhado sobre a crise capitalista. E amanhã prossegue na sua exposição.  

Convidamos a todxs interessadxs nessa prosa, que já tá sendo boa e promete ainda mais. É só chegar amanhã na nossa sede compartilhada.


E, terminando para recomeçar o debate, mais uma boa fonte de discussão sobre o Passe Livre, que não pode ficar de fora nesses tempos:

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Apresentações

Reforçando:
Atenção! A apresentação de amanhã foi cancelada devido as manifestações da Greve Geral convocada por movimentos sociais e centrais sindicais. Amanhã o nosso dia é de luta e mobilização! Somaremos forças diretamente nos atos.


Sexta de manhã tem apresentação para gravação no CDC Vento Leste e sábado encerramos temporada, também na nossa sede compartilhada.

Confiram as fotos de algumas das apresentações!

Apresentação no CDC Vento Leste (06-07)



 

Apresentação na Praça Dom Orione, no Bexiga




Apresentação na Ocupação Cultural Santa Cecília (09-07)



CANCELADO

ATENÇÃO, ATENÇÃO! A apresentação de amanhã, dia 11/07, na praça da República foi CANCELADA. Amanhã haverá um grande ato aqui em São Paulo, que irá passar diretamente pela praça da República.
 
É O DIA NACIONAL DA PARALISAÇÃO E LUTA DA CLASSE TRABALHADORA
 
As centrais sindicais definiram o dia 11 de julho como data para os protestos e as paralisações que farão em todo o país. Será um dia nacional de luta com greves, manifestações, passeatas em pontos de grande concentração em todos os Estados.
 
“A gente quer reforçar a proposta sobre a reforma urbana que inclui educação, transporte e saneamento. Outro tema urgente que tem sido instrumento de manipulação das massas pela burguesia, é a luta pelo marco regulatório da mídia, que criminaliza os movimentos sociais”, enfatizou Antonio Pedro de Souza, o Tonhão da Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam).
 
O Coletivo da Albertina apoia este ato e estará lá somando forças!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

"Aqui tem um bando de louco

louco por moradia
E vocês que acham pouco
não conhecem a noite fria"





HOJE: Ato na Ocupação Margarida Maria Alves

A Ocupação Margarida Maria Alves precisa de apoio! Na semana passada, o prédio na Luz foi atingido por um princípio de incêndio, rapidamente foi apagado pelos moradores. Sob o pretexto da “segurança”, a Prefeitura agora tenta jogar na rua as famílias que ali vivem. Mas os moradores não sairão: o direito básico à moradia digna não se troca por esmolas desumanas como um cheque-despejo. Por isso, na quarta-feira (03/06), o Movimento Passe Livre se somará à mobilização convocada pelo MMRC (Movimento de Moradia da Região Centro) em defesa da Ocupação Margarida Maria Alves e contra a continuidade do projeto de higienização da Luz!

Confirme presença no evento do Facebook clicando aqui, e fortaleça o ato no dia 03/06 às 10h na rua Couto de Magalhães 381 (próximo à estação da Luz)!


A ocupação Margarida Maria Alves se encontra perto da estação da Luz e recebeu esse nome em homenagem a uma grande lutadora paraibana. Desde o dia 6 de janeiro de 2013 mais de 60 famílias habitam o prédio onde antes funcionava a secretaria do projeto de Revitalização da Luz da gestão Kassab e hoje é parte do espaço no qual se pretende construir o Memorial da Democracia, pelo Instituto Lula.
Nessa última semana ocorreu um principio de incêndio em um dos cômodos ocupados, o qual foi rapidamente apagado pelos moradores e não se alastrou para fora do quarto, não causando danos ao edifício. A prefeitura agora busca utilizar a segurança dos que lá vivem como pretexto para desalojar e jogar essas famílias na rua, alegando que o edifício oferece riscos e que não pode ser habitado. A única oferta da prefeitura é um cheque despejo de R$900,00 e perspectiva de atendimento habitacional em quatro anos. Nós não vamos sair! A nossa luta é pelo direito básico à moradia e não se calará com nenhuma esmola. Somos cidadãos e sabemos a importância de uma moradia digna. Queremos nossos direitos, e quem vai nos negar? Os abrigos são inabitáveis e a proposta de cheque despejo é desumana, 900 reais em 4 anos não faz nada por nosso direito à moradia e só dispersa os moradores em novas moradias precárias pela cidade.
Nos mobilizamos porque entendemos que é legítimo permanecer nesse edifício até que nos concedam aquilo que nos pertence: a nossa casa. Não temos outro objetivo se não trocar nossa casa atual, por uma outra casa, também no centro! Não aceitaremos que nos coloquem na rua por despejos mascarados de políticas públicas: não queremos abrigos, não queremos cheque despejo, queremos moradia e queremos mais, queremos políticas de habitação em massa, a médio e a longo prazo para atender a necessidade da população pobre de São Paulo, de maneira digna e que não nos expulse para as periferias.
Somos um movimento social e nos organizamos porque sabemos que juntos somos mais fortes, não podemos ser caso de polícia porque defendemos o que é nosso por lei. Se eles querem democracia, nós também queremos, só que para nós a democracia é moradia para todos! Assim permaneceremos lutando e convidamos à lutar conosco todos aqueles que, mesmo com moradia consolidada, se sensibilizam e se revoltam com a situação daqueles que tem seu direito mais básico negado.
Por isso convidamos todos e todas para nosso ato contra todas essas medidas da Prefeitura, nosso direito à moradia não será desrespeitado!! 

QUARTA FEIRA DIA 03/07 ÀS 10H NA RUA GENERAL COUTO DE MAGALHÃES, 381, NA REGIÃO DO METRO LUZ!

REIVINDICAMOS:

1. Que nós permaneçamos na ocupação até o devido atendimento habitacional, com moradia fixa e definitiva, como é direito!
2. Repudiamos a forma como o Poder Público trata os movimentos populares, não se deve privilegiar um ou outro movimento. Não à criminalização dos movimentos populares!
3. Políticas públicas de habitação em massa, de médio e longo prazo! 
4. Repudiamos o cheque despejo e a alocação em albergues! Isso não é política pública habitacional!
5. Moradia no centro para população de baixa renda, conforme promessa de campanha do Haddad! Os moradores da ocupação Margarida devem ser incluídos nas moradias populares da Zeis 3 que agora estarão em discussão! 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Avante, periféricos!

E a luta continua. Agora nas periferias, onde a bala é de verdade. E junto a isso, formação de base com aulas públicas chamadas pelo MPL e demais parceiros e manifestações de apoio de outros movimentos. O momento está para isso. Simbora não se perder em meio a tanta informação, minha gente!


Cena Cansei: crítica ao verdeamarelismo irrefletido e a fetichização das manifestações. Seja um minuto de silêncio, seja bradar "sem partido" pelas ruas, isso não nos representa.

É hora de se juntar, que o inimigo é um só! A nossa luta é internacional.

Unidos da Lona Preta
Escola de samba do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST)

“Povo do campo e da cidade: tamo junto e misturado” (Carnaval de 2010)

Alô comunidades
Tamo junto e misturado
Povo do campo e da cidade
A Lona Preta chega dando o seu recado

Ninguém vai fazer
a revolução sozinho
A construção desse caminho
É mão na massa e mutirão
Em todo canto do planeta
Pelo dinheiro
O rico faz a guerra

O sangue da favela
É sangue sem-terra

Derrubar a cerca, eu vou
Pular a catraca, eu também vou
Pra resistir à remoção
É necessário manifesto, opinião

A natureza, chorou, chorou, chorou
A propriedade, é a prisão do trabalhador
Hoje a terra tem um preço
Bem difícil de pagar
Pra sair do cativeiro
A solução é se juntar

Vamos pra rua
Vamos cantar

Sou batucada do povo brasileiro
Te chamando pra lutar.

 

Hoje novamente sem-terras liberam pedágios em apoio ao Passe Livre.

Dica: quarta tem conversa boa, com Rede Livre Leste - Os rumos dos protestos e manifestações: entre a resistência e verdeamarelização do discurso.